Dengue, Chikungunya e Zika: quais as diferenças?

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Por: Dra. Carolina Tófolis de Castro
Infectologista do Hospital Santa Clara

O Brasil possui uma variedade de mosquitos do gênero Aedes, facilmente encontrados dentro das casas da população. Isso porque eles se reproduzem em água limpa e parada, então caixas d’água, vasos de flores e pneus são criadouros comuns da espécie. O Aedes é famoso por ser o transmissor da Dengue, mas, além dela, o mosquito pode provocar outras infecções, a Chikungunya e o Zika. Apesar de serem transmitidas da mesma forma e terem sinais e sintomas em comum, existem diferenças importantes entre as enfermidades.

A dengue, transmitida pelo Aedes aegypti, é uma doença viral que atinge cerca de 50 milhões de pessoas no mundo por ano. Ela pode ser assintomática, leve ou, nos casos mais graves, pode causar hemorragias e, consequentemente, morte. Um dos primeiros sintomas é a febre alta e abrupta, com duração média entre 2 e 7 dias. Dor de cabeça, dor no corpo, fraqueza e coceira na pele são outros sinais que podem indicar a infecção. Dor no abdome e falta de ar são alguns dos sinais de alerta para gravidade.

Já a Febre Chikungunya foi identificada pela primeira vez recentemente, em 2014. Uma vez infectada, a vítima fica imune, pois não é possível adquirir a doença novamente. Assim como a Dengue, ela se manifesta com febre alta e de início inesperado, mas as dores se concentram nas articulações dos pés, mãos, dedos, tornozelos e pulsos, e podem ser duradouras (meses a anos). Também é possível que ela provoque dores de cabeça, nos músculos e manchas vermelhas na pele.

O Zika é ainda mais recente que a Chikungunya, o primeiro caso no Brasil foi identificado em 2015. Seus sintomas são mais leves, muitas vezes é assintomático. Mas suas principais manifestações são: dor de cabeça, febre baixa, dores leves nas articulações, manchas vermelhas na pele, coceira e vermelhidão nos olhos. Os sintomas costumam desparecer após 3 a 7 dias. A maior preocupação em relação a esse caso é com as gestantes, pois já está comprovada a relação da doença com o nascimento de crianças com microcefalia.

A prevenção é semelhante entre as enfermidades: acabar com os focos de reprodução dos mosquitos Aedes, evitando o acúmulo de água parada. Em lugares em que há muita contaminação e nos casos de gravidez, recomenda-se que se cubra as janelas e portas com telas de proteção e mosquiteiros, e o uso de repelentes.

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