No Brasil, 40% dos adultos têm colesterol elevado

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Uma pesquisa realizada pela Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC) afirma que 70% dos brasileiros só fizeram exame para verificar os níveis de colesterol após os 45 anos de idade. Além disso, 40% dos adultos têm nível de colesterol alto. O colesterol é uma gordura produzida pelo fígado e é fundamental para o bom funcionamento do organismo. No entanto, a sua fama de prejudicial vem do fato de estar relacionado com as doenças cardiovasculares.

Ele compõe os hormônios sexuais, os sais biliares, a vitamina D, participa das membranas celulares e da ativação de diversas funções enzimáticas. Os triglicérides, com a mesma importância, representam uma das principais formas de armazenamento energético do organismo e ficam armazenadas no interior das células musculares e das células gordurosas. Ambos são importantes, mas precisam ser cuidados para que não estejam em excesso no organismo.

Conforme o cardiologista do Hospital Santa Clara, Dr. Conrado Lelis Ceccon, o colesterol é dividido em dois grupos. “As gorduras não se dissolvem na água e, para poder circular no sangue, estas moléculas de gordura precisam ficar ligadas a proteínas plasmáticas; estes complexos formados são chamados de LDL e HDL, também conhecidos como colesterol ruim e colesterol bom, respectivamente”, explica o cardiologista.

Níveis elevados de colesterol estão relacionados, principalmente, a doença coronária e ao derrame. “Cerca de metade dos pacientes com níveis elevados de colesterol tem o infarto agudo do miocárdio como primeira manifestação clínica. Triglicérides muito elevados estão relacionados a um risco aumentado de pancreatite aguda, xantelasmas (pequenos depósitos de gorduras nas pálpebras) e xantomas (tumor benigno de pele composto por lipídeos)”, afirma Dr. Conrado.

Como a maior parte das doenças, o colesterol alto está relacionado a uma combinação entre genética e hábitos de vida. Sedentarismo, obesidade e uma dieta com muitas calorias e gorduras podem contribuir para níveis elevados de LDL e reduz os do HDL. “Indivíduos podem ter colesterol alto, determinados geneticamente, por um excesso de produção ou por uma dificuldade de eliminação do LDL”, explica o doutor.

Indivíduos de meia idade, inclusive mulheres na menopausa, que apresentem parentes de primeiro grau ou com doença vascular ou níveis elevados de colesterol, sedentários, obesos e pacientes com doenças metabólicas como diabetes são um grande grupo de risco para o colesterol elevado.

Apesar de existirem níveis referenciais de normalidade para o colesterol devemos identificar indivíduos predispostos e submetê-los a uma estratificação de risco com individualização de metas. A avaliação de risco individual é complexa e deve ser realizada por médico, assim como a definição das metas individuais. Cada caso deve ser analisado com particularidade.

O principal tratamento para os altos níveis de colesterol são as mudanças no estilo de vida do paciente. Da mesma maneira, o controle das doenças metabólicas associadas, por exemplo, diabetes e doença tireoidiana também auxiliam na redução do índice do colesterol. Em relação a medicamentos, quando necessário, as estatinas são importantes para a redução dos eventos cardiovasculares e da mortalidade.

De acordo com o cardiologista, a melhor forma de evitar problemas com o colesterol é mudando o estilo de vida. “Hábitos saudáveis podem, antes de tudo, prevenir que você venha a ter níveis elevados de colesterol e ainda evitam outras doenças. Então leve uma vida saudável. Faça atividade física regular, controle o peso, evite o abuso de bebida alcoólica e pare de fumar” finaliza o especialista.

Confira no vídeo do Santa Clara Responde do mês de setembro mais informações sobre esse assunto com o cardiologista, Dr. Conrado Lelis Ceccon. Acesse o link: https://www.youtube.com/watch?v=lMT6tW4cuIk .

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