Bronquiolite: doença mais temida no inverno

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Dra. Josina Hordones - Pediatra Hosp Santa Clara

No inverno, as doenças mais comuns entre as crianças são as respiratórias. O clima seco e a umidade colaboram para a formação deste quadro e o aumento de uma das doenças que costuma preocupar muito os pais: a bronquiolite. Geralmente, esta doença é mais frequente em crianças até os 2 anos de idade. Esta doença ocorre devido ao clima seco, frio, ambientes fechados e aglomerados de pessoas, exposição dos bebês á fumaça do cigarro, facilitando assim a transmissão dos vírus que são os causadores da bronquiolite.

De acordo com a pediatra do Hospital Santa Clara, Dra. Josina Hordones, a bronquiolite tem sintomas muito parecidos com os do resfriado, por isso, muitas vezes as crianças não recebem o tratamento adequado logo no início. “A criança inicia um quadro de vias respiratórias superiores, como febre, coriza e com quatro a seis dias, ela evolui com o comprometimento das vias respiratórias inferiores. Então o bebê fica com dificuldade para respirar, muita tosse seca, dificuldade de alimentar provocando vômitos e muita falta de ar” esclarece a médica.

A bronquiolite é altamente contagiosa, causada por vírus e transmitida pela tosse, secreções nasais infectadas e pelas mãos. Os ambientes fechados e com aglomeração de pessoas facilitam essa transmissão. As crianças mais velhas e adultos podem estar infectados com sintomas de resfriado e transmitir a doença.

Por se tratar de uma infecção viral, ela não tem tratamento específico e não é indicado o uso de antibióticos. “É preciso manter o bebê hidratado e bem alimentado, controlar a febre, controlar a respiração e as complicações. A complicação mais temida pelos pais é a broncopneumonia. Vale lembrar que, ao contrário do que é dito, pneumonia não é uma gripe mal curada”, afirma a especialista.

Sendo assim, o melhor a ser feito é deixar o bebê descansar, manuseá-lo o mínimo possível, manter a cabeceira elevada para facilitar a respiração, manter a alimentação adequada, vigiar a febre e estar atento às complicações. “É muito importante observar a alimentação da criança. Caso ela esteja ingerindo menos da metade da quantidade que costumava se alimentar, tendo vômitos com frequência, febre persistente e agravamento da respiração os pais devem procurar um atendimento médico” finaliza a pediatra.

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