Palpitações e fadiga podem ser sintomas de arritmia cardíaca

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Arritmia é um distúrbio dos batimentos cardíacos. Um coração normal e descansado tem um ritmo ideal, que gira entre 60 e 100 batidas por minuto. Mesmo em situações de estresse ou exercícios físicos que alterem esse ritmo o coração tem a capacidade de restabelecer rapidamente. No Brasil, são detectados mais de 2 milhões de casos de arritmia por ano e, em geral mais de 20 milhões de pessoas têm um dos tipos de arritmia, afirma a Sociedade Brasileira de Arritmias Cardíacas (Sobrac).

De acordo com o cardiologista do Hospital Santa Clara, Dr. Marcelo Carrijo Franco, apesar de frequente na população, a maioria das arritmias é uma condição benigna. “Na maioria das vezes, a arritmia é considerada inofensiva, mas caso não seja controlada, pode trazer complicações para a saúde. Os casos de arritmia mais grave têm influência direta na qualidade de vida e, às vezes, até na mortalidade de algumas pessoas”, explica o especialista.

Cada tipo de arritmia tem e necessita de um tratamento específico. “Geralmente, a melhor maneira de identificar a doença é pelo exame do eletrocardiograma. Algumas vezes é preciso utilizar outros métodos de diagnóstico, como o teste ergométrico e o Holter” afirma o doutor.

A fibrilação atrial é o tipo mais comum de arritmia. Algumas arritmias podem não causar sintomas, mas de uma maneira geral, acontecem palpitações, fadiga, sensação de coração disparado, sensação de desmaio e, em casos mais graves, até parada cardíaca. “A queixa mais comum nos consultórios, sem sombra de dúvidas, é a palpitação, que é a sensação do batimento do coração. Porém, os sintomas mais preocupantes são o coração disparado e os desmaios. Estes casos merecem uma visita ao especialista com urgência” diz o cardiologista.

 

Taquicardia

É importante entender que algumas arritmias aceleram o coração, enquanto outras fazem que o coração bata mais lentamente. “Taquicardia é a aceleração da frequência cardíaca acima dos 100 batimentos por minuto. As taquicardias podem ser acompanhadas de falta de ar e dor no peito e, na maioria das vezes, só a observação clínica pode ser suficiente. Outros casos precisam de medicamentos para o controle da batida do coração e, em alguns casos mais especiais, é preciso fazer um pequeno procedimento cirúrgico, onde colocamos catéters dentro do coração e tentamos cauterizar o foco dessa arritmia. Este processo, chamado Ablação por Cateter, pode trazer a cura definitiva em 97% dos casos. Naquelas taquicardias que possuem risco de morte fazemos outro tipo de procedimento, o implante de um dispositivo chamado desfibrilador. Ele acompanha, momento a momento, as batidas do coração e, quando necessário libera uma energia elevada em forma de choque que reverte imediatamente o ritmo do coração” fala Dr. Marcelo.

A suspeita de arritmia maligna ocorre, principalmente, em pessoas que têm familiares que já tiveram parada cardíaca, pessoas que têm doença prévia do coração (como infarto do miocárdio ou doença de chagas, por exemplo), ou em pessoas que já tiveram desmaios.

Braquicardia

Já as arritmias que deixam o coração mais lento são chamadas de braquicardia. Esses pacientes necessitam do implante do marcapasso cardíaco para corrigir o bloqueio.

Os benefícios do tratamento das arritmias são vários, desde a melhora dos sintomas, menor risco de hospitalização e melhora na qualidade de vida dos pacientes. “Se você sente algum destes sintomas é muito importante que fazer uma avaliação com um cardiologista” finaliza o doutor.

Confira no vídeo do Santa Clara Responde do mês de abril mais informações sobre esse assunto com o cardiologista, Dr. Marcelo Carrijo Franco. Acesse o link: https://www.youtube.com/watch?v=OVpJ4TzOFzs

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